Curso do Núcleo Bem Nascer trata de parto e cuidados com o recém-nascido

15/10/2015
Dra.Avelina, Miguel (bebê), Pedro, Lorena e Lena. (Foto>Isabel Cristina)

Com um formato dinâmico – que contou com roda de conversa, depoimentos de parto e duas palestras – aconteceu ontem, dia 14 de outubro, na Associação Médica de MG,  de 18h30 às 21h30, mais uma edição do ‘Curso de Preparação para o Parto Humanizado’, promoção do Núcleo Bem Nascer. O auditório estava lotado, com a presença de mais de 50 casais. Ministraram palestra a Dra. Alessandra Cotta, obstetra da equipe, sobre “A Hora H – Trabalho de Parto e Parto” e a pediatra Soraya Nogueira sobre “Cuidados com o Recém Nascido”. Conforme o prometido, desta vez  tiveram dois relatos de parto, com a participação dos pais: Lorena de Castro Gama e Pedro Henrique Fantoni, pais do Miguel – clientes da Dra. Avelina Sanches - e Simone Brasil e Alexandre Smith , pais do Pedro – clientes de Dr. Renato Janone.

(Na foto acima: Lena Rúbia, Vanessa Aveline e Renato Janone)

A dor é de cada um

Lorena de Castro se declarou “feliz de estar aqui, pois já estive sentada aí no lugar de vocês. E pensava, quero voltar e contar meu parto”. Contou que tinha muito medo de passar por uma cesariana e que, até chegar à decisão do parto normal, assistiu filmes, estudou, leu livros e “aí comecei a internalizar como queria que ele viesse ao mundo”. Passou por médicos que ironizaram quando ela falou de parto humanizado, chamando de “parto das cavernas” e, então, consultou com a Dra. Avelina: “Agora eu encontrei o que queria e iria aceitar se ela dissesse: é preciso uma cesárea”.  Antes do parto, fez caminhadas no Parque das Mangabeiras e Inhotim. O pai, Pedro Henrique foi quem monitorou as contrações por meio de um aplicativo de celular. Segundo Lorena, no início do trabalho de parto sentiu apenas pequenas cólicas, “dor mesmo só depois dos 7cm. Dor é de cada um”. Disse que ganhou massagens da doula Lena Rúbia, “super recomendo”. Pedro Henrique gostou da ambientação da suíte de parto: “a Lena  chegou com uma luz, cheirinhos, pendurou uns panos, o local ficou super aconchegante”.

                          Maravilhada!

Simone Brasil disse que assistia os filmes indicados pela doula, que avisava: 'os vídeos são editados. Não é tão rápido. O nenê desce aos pouquinhos'. "Quando o Pedro Nasceu e o peguei, pensei ‘tinha mesmo um menino dentro de mim. Não tem como explicar. Fiquei maravilhada com a situação. A dor a gente esquece”. Ela afirmou a importância da presença do companheiro ao seu lado durante o trabalho de parto: “Eu não daria conta, não fosse o meu marido e a equipe que escolhi – Vanessa (Aveline) e Renato (Janone), que estavam sempre me animando: 'você vai dar conta'. Dois anjos, fizeram toda a diferença".

(Na foto ao lado: Simone, Alexandre e a doula Vanessa Aveline com Pedro no colo) 

Simone ficou  15 horas em trabalho de parto: “a parte mais dolorosa é no finalzinho, mas o tempo psicológico é outro, para mim passou muito rápido. Foi muito boa a experiência. Que bom que consegui sair carregando o Pedro”. Alexandre Smith reconheceu que, no princípio, achou que este tipo de parto era coisa de doido, tinha medo de complicações. Disse para Simone: “o filho é nosso, o parto é seu; desde que o bloco cirúrgico esteja do lado”. O médico o tranquilizou. Alexandre relatou que a doula Vanessa Aveline o acalmava, “vale à pena colocar a doula e o médico. Não gostaria de ter filho de outro modo”. Simone concordou: “Recomendo demais uma doula, demorei a decidir e foi fundamental. A gente cria um vínculo para sempre”. Finalizou: "só alegria,  a dor ficou para trás".

Cuidados com o bebê

Soraya Nogueira falou sobre “Cuidados com o Bebê”. Ela é pediatra e faz parte da equipe do Núcleo Bem Nascer. “Os cuidados com o bebê começam ainda dentro do útero. É bom fazer um bom pré-natal, um plano de parto, uma alimentação saudável, atividades físicas e estabelecer momentos de conexão com o bebê. Nesta vida  corrida, às vezes não dá tempo de pensar no bebê”.

 “O parto é traumático para o bebê. Ele sai de um ambiente líquido para um cheio de ar. Se puder fazer uma transição tranquila, vai sentir menos. O ambiente deve ser acolhedor, com pouca luz, o mais natural possível”, recomendou.  Enfatizou a importância do contato pele a pele, “mesmo na cesárea” e da presença do pai ao lado da mãe no momento do  nascimento. 

                                                                                                               Na foto à direita: Dra. Soraya Nogueira 

Como fazer deste parto um evento menos traumático?

 “Demorar  para cortar o cordão umbilical, previne a anemia e melhora a oxigenação. Na maior parte das maternidades, há o procedimento de rotina de levar o bebê para pesar e medir logo depois do nascimento evitando o contato pele a pele. Ele favorece a liberação do hormônio ocitocina e a descida do leite”

Uma dica

“O bebê recém-nascido é totalmente dependente. Acolhimento é essencial, um ambiente tranquilo. Evite muitas visitas e idas a Shopping. Depois dos três meses seria melhor.  Durante um mês é bom ficarem quietinhos em casa.”

Amamentação

“Leite materno exclusivo até os  seis meses, não precisa dar nem água. Não é fácil amamentar” – admitiu – “a primeira semana é a mais difícil. Persevere, pois vale à pena! Quando você amamenta, não é só o leite, o alimento, há uma troca de sentimentos. Procure ficar mais tranquila e evite falar ao celular.”

Soraya deu dicas para o banho do bebê, o trato com o umbigo, as primeiras fezes... “Bebê recém-nascido dorme o dia inteiro, de 15 a 20 horas por dia. Só acorda quando se sente incomodado. Alguns bebês evacuam todos os dias, outros ficam alguns dias sem evacuar porque absorvem tudo. O choro comunica alguma coisa, não deve ser ignorado. Pode ser fome, frio, calor, sede, fralda molhada, roupa incômoda, excesso de estímulos, necessidade de aconchego”

Cólicas

A cólica é o bicho papão e não tem muito remédio, acontece com freqüência por causa da imaturidade do intestino; nos primeiros três meses e quase sempre entre 18 e 22 horas. Quando é cólica, não há dúvida. O choro é forte, o bebê fica vermelhinho e contrai as perninhas. Massagens abdominais ajudam.

Apontou as causas mais comuns: técnica incorreta de posicionamento na amamentação, imaturidade intestinal, as fórmulas (leite artificial), a ansiedade materna, entre outros.

O que fazer?

Melhorar a posição de amamentar, fazer massagem abdominal no bebê, colocar compressa morna na sua barriguinha ou posicioná-lo com a barriguinha para baixo. Reações comuns: soluços, espirros, obstrução nasal, regurgitamento e reações na pele.

Levar o bebê para tomar sol de 10 a 15 minutos todos os dias.

 

Aguarde cobertura da palestra da Dra. Alessandra Cotta (foto à esquerda) sobre "A Hora H - Trabalho de parto e parto".

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